“Gatchaman” completa 50 anos de estreia no Japão

Gatchaman/Tatsunoko Production. (1972)

No dia 01 de outubro de 1972 estreava na televisão japonesa um animê que se tornaria um dos maiores clássicos da animação no país, Gatchaman. A série foi produzida pelo estúdio Tatsunoko Production e criada por Tatsuo Yoshida, sendo este o mesmo criador dos clássicos Speed Racer (Mach Go Go Go) e O Judoca (Kurenai Sanshiro). A temática do animê era inovadora no início dos anos 70, trazendo um time de cinco jovens heróis, lutando contra um império espacial em defesa da terra. Há quem diga que o animê serviu como inspiração para a criação das séries tokusatsu da franquia atualmente conhecida como Super Sentai, que a exemplo de Esquadrão Relâmpago Changeman e Comando Estelar Flashman, apresentam grupos, geralmente formados por cinco heróis, contra impérios malignos. A primeira série deste estilo, Esquadrão Secreto Gorenger, fora apresentada no Japão no ano de 1975, três anos após a estreia de Gatchaman. Contudo, a série que mais se parece com a temática do animê foi apresentada no ano de 1991, sendo o Esquadrão dos Homens Pássaro Jetman.

Galactor e seus soldados

O animê se inicia com o primeiro ataque do terrível império espacial à terra, sendo este liderado por Galactor (ou Galático na dublagem nacional). Seu objetivo era dominar o planeta, controlando os recursos naturais, como água, petróleo e açúcar. Para isto, contava com robôs, naves super equipadas e vários aliados. Destaque para os soldados rasos do império, que assim como nas séries sentai, apareciam aos montes, vestiam-se da mesma forma e eram facilmente derrotados pelos heróis. Ao saber do perigo que ameaçava a terra, vários líderes mundiais se reuniram para discutir uma forma de neutralizar o problema, até que o Dr. Nambu (Brighthead na dublagem nacional), da Organização Internacional de Ciência, aparece com uma solução inesperada. Surpreendendo a todos, ele havia treinado cinco jovens, usando poderes e tecnologia de ponta, para lutar contra essa ameaça. Assim surge a G-Force, uma equipe de heróis com trajes baseados em pássaros, usando a nave Phoenix e suas grandes habilidades na luta contra o mau. Cada integrante tem um estilo único de arte marcial, desenvolvido pelo Dr. Nambu, correspondente às características da ave em que seu traje foi baseado e técnicas de luta ninja, como correr, voar, saltar e realizar ataques silenciosos.

Os heróis em forma civil

Os integrantes da G-Force são: Ken Washio (Ace Goodheart na dublagem), o equilibrado e valente líder da equipe, é um expecpional piloto aéreo. Joe Asakura (Dirk Daring na dublagem), o vice-líder da equipe, mais sério e impulsivo que os demais, é também um ótimo piloto de carros de corrida. Jun (Agatha June na dublagem), a integrante feminina da equipe, por vezes chamada de “Aggie” por seus amigos, uma ótima lutadora e gosta de pilotar motos. Jinpei (PeeWee na dublagem), é ainda um garoto, porém muito esperto e fiel a seus amigos. Ryu Nakanishi (Hoot Owl na dublagem), por vezes chamado apenas como “Hooty”, é o piloto da nave Phoenix e aparentemente o integrante mais calmo da equipe. Os jovens recebem as missões do Dr. Nambu através de comunicadores de pulso e telas em sua nave de combate.

Alguns episódios também mostram um pouco do dia-a-dia dos heróis em forma civil, como o fato de Jun e Jinpei se considerarem irmãos, vivendo na lanchonete Snack. Alguns fatos da história dos membros também são desenvolvidos durante os episódios, como o fato de Kenprocurar seu pai desaparecido e Joe ser filho de um casal que trabalhava para o vilão Galactor. Hoot é o único que tem seus pais e irmão mais novo apresentado na série. As roupas civis que utilizavam são bem características dos anos 70, assim como o fundo musical dos episódios.

Dr. Nambu, o mentor da equipe.

Teve um total de 105 episódios, apresentados pela Fuji TV entre 01 de outro de 1972 e 29 de setembro de 1974. O sucesso foi tão grande, que duas sequências foram lançadas posteriormente, com os títulos Gatchaman II e Gatchaman Fighter. O animê foi importado para os Estados Unidos ainda nos anos 70, pela produtora Sandy Frank, que chamou a série de Batalha dos Plaanetas (Battle of the Planets). Além de alterar o título, fez uma nova abertura e vários cortes, reduzindo a série de 105 episódios para 85. Ainda assim, chamou muito a atenção do público americano, tornando-se um dos animês mais queridos do país. Os cortes eram tantos, que os episódios chegavam a ter bem menos que o tempo habitual de 20 minutos, fazendo com que adicionassem no início e final dos episódios cenas extras não originais japonesas, com o robô 7-Zark-7, criado para preencher a lacuna de tempo. Já nos anos 80, a Sandy Frank vendeu os direitos do animê para a Turner, que não aproveitou a edição da produtora anterior. Esta fez sua própria edição, à partir da série original, tendo bem menos cortes e sem as cenas adicionais do robô. Agora a série passaria a se chamar G-Force: Os Defensores do Espaço. O fato de ter duas edições com títulos diferentes no ocidente, muitas vezes faz com que o público fique confuso se ambas são a mesma série.

    Icônica cena da abertura

A série chegou ao Brasil nos anos 90, com a versão da Turner, intitulada G-Force, inicialmente em fitas VHS, com dublagem realizada no estúdio paulista Mastersound. Ainda no início dos anos 90, o canal a cabo Cartoon Network, estava iniciando suas atividades no país, sendo que a mesma versão da Turner estreou na emissora, porém com nova dublagem, realizada no estúdio carioca Herbert Richers. O animê ainda teve rápidas passagens pelos extintos canais Locomotion e TeleUno, só ganhando uma nova reprise no início dos anos 2000 no canal Boomerang, que até então era dedicado exclusivamente a exibir desenhos clássicos. Jé em 2003, o público foi pego de surpresa, quando a TV Bandeirantes anunciou o animê, que até então era inédito na TV aberta, com a antiga edição da Sandy Frank, intitulada como Batalha dos Planetas. Mais surpeendente ainda foi a exibição em horário nobre, de segunda à sexta, às 21h40. Foi exibido com dublagem do estúdio paulista Dublavídeo, onde ganhou também um tema de abertura em português, saindo do ar após alguns meses e indo para outra emissora do Grupo Bandeirantes, a Rede 21, que na época tinha como carro-chefe várias séries e desenhos clássicos. Ficou no ar por mais alguns meses, sendo exibido aos finais de tarde ao lado de outros animês. Após a exibição na Rede 21, nunca mais foi reprisado no Brasil. Atualmente é possível encontrar apenas um volume em DVD, lançado em nosso mercado pela distribuidora Kives, com os dois primeiros episódios da versão G-Force, com dublagem da Mastersound.

Curiosidades sobre o animê:

  • Dentre as vozes originais de Gatchaman no Japão, estão alguns nomes conhecidos do público brasileiro, como Isao Sasaki, que interpretou o Professor Nambara na série O Fantástico Jaspion, na voz de Joe, e Toru Ohira, que interpretou o Chefe Kurata na série Spectreman, na voz do Dr. Nambu.
  • No ano de 2004, a Editora Mythos, lançou no Brasil uma revista da série Witchblade, que contava com a participação de Gatchaman.
  • Gatchaman ganhou um jogo para o console Playstation no ano de 2002.
  • A estreia da versão Batalha dos Planetas na TV Bandeirantes, substituiu outro animê, Slayers, que vinha sendo exibido no horário nobre da emissora.
  • As séries sequênciais Gatchaman II e Gatchaman Fighter, possuem 52 e 48 episódios, respectivamente. Chegaram ao ocidente por intermédio da Saban Entertainment, como se fosse uma única série, intitulada como Eagle Riders. Devido aos vários cortes, ficou com apenas 65 episódios.

Bruno César

25 anos da estreia de SUPER CAMPEÕES no Brasil

Captain Tsubasa J – © Studio Comet/Shonen Jump/Yoichi Takahashi

Em 15 de setembro de 1997, a Rede Manchete estreava seu último título inédito em animê, Captain Tsubasa J, ou como foi chamado no Brasil, Super Campeões. Após o grande sucesso da emissora ao apresentar animações japonesas com guerreiros de armaduras, como Os Cavaleiros do Zodíaco, Shurato e Samurai Warriors, a nova aposta da emissora agora estava em uma série que apresentava o esporte mais querido do Brasil, futebol.

O animê chegou ao país por intermédio da Samtoy, a mesma distribuidora que trouxera o sucesso Os Cavaleiros do Zodíaco ao país em 1994. A série vinha fazendo grande sucesso em países como México e Itália, o que levou a empresa a acreditar que teria êxito no Brasil, já que é conhecido como o “país do futebol”. Após o sucesso de Seiya e seus amigos, a Manchete que já tinha tradição em exibir séries japonesas desde os anos 80, tornou-se de vez a casa dos desenhos japoneses no Brasil, fazendo com que outras emissoras passassem a também investir em títulos nipônicos. Assim, todos os anos após a estreia de Cavaleiros era marcado pela expectativa de qual seria o próximo animê exibido na emissora carioca.

A série contava a história do garoto japonês Tsubasa Ozora, chamado de Oliver Tsubasa na dublagem nacional. Ele amava jogar futebol, mostrando grande habilidade para o esporte desde muito pequeno, quando ganhou uma bola de futebol de seu pai, que era capitão de um navio. No primeiro episódio conhecemos o garoto Tsubasa com 12 anos de idade, mudando-se com sua mãe para a cidade de Nankatsu. Ao se matricular no colégio de mesmo nome, inscreve-se na equipe de futebol, onde conhece o garoto Ishizaki, passando a integrar o até então fraco time local. Porém, sua habilidade começa a chamar a atenção de grandes adversários para o Nankatsu, fazendo com que o garoto prove seu valor e ganhe a amizade de grandes promessas do futebol japonês, como o goleiro Benji Wakabayashi, o meia Carlos Misaki, o atacante Kojiro Hyuga, entre outros.

Além de seu amor pelo futebol, Oliver passa a ter ainda mais motivação em jogar quando conhece o jogador brasileiro Roberto Maravilha, que atuava pelo São Paulo Futebol Clube e Seleção Brasileira. Este vai até o Japão se tratar de um problema de visão por indicação do pai de Oliver, que conhecera o Roberto em uma viagem ao Brasil. Porém, Roberto descobre que não mais poderá atuar como jogador, pois seu problema seria agravado, correndo o risco de perder totalmente sua visão. Assim durante sua estada no Japão, passa a treinar Tsubasa, notando a grande habilidade do garoto, prometendo a ele que se ganhasse o campeonato juvenil do Japão o levaria ao Brasil para iniciar sua carreira profissional. Assim, vemos a trajetória de Tsubasa como juvenil no Nankatsu, sua chegada ao Brasil para jogar pelo São Paulo e o início de sua trajetória na Seleção Japonesa. Alguns momentos marcantes do animê são o primeiro desafio de Tsubasa em Nankatsu, contra o goleiro Wakabayashi, o jogo entre São Paulo e Flamengo, com Tsubasa vestindo a camisa 10 do time brasileiro e a saga do garoto japonês Shingo Aoi no futebol italiano.

A franquia Captain Tsubasa teve seu início em mangás, sendo criada por Yoichi Takahashi e tendo figurado ao lado de séries consagradas, como Saint Seiya e Dragon Ball, na revista Shonen Jump. Ganhou sua primeira versão em animê em 1983, contando com 128 episódios, sendo que esta versão animada permanece inédita no Brasil até hoje. A série exibida na Rede Manchete é na verdade a segunda da franquia, denominada como Captain Tsubasa J, sendo produzida em 1994, com apenas 46 episódios e sem um final definitivo, pois não cobre toda a história do mangá. Ainda houveram outras versões em animê lançadas posteriormente, sendo Captain Tsubasa Road To 2002, lançada em 2001 e o remake de 2018, que assim como a série original, é chamada apenas como Captain Tsubasa. Ambas foram exibidas no Brasil, por canais como RedeTV e Cartoon Network.

Musashi no São Paulo F.C.

Uma curiosidade muito interessante é o fato de Takahashi ter se baseado em um jogador japonês, chamado Mizushima Musashi, para a criação do protagonista Tsubasa Ozora. O citado jogador atuou pelas categorias de base do São Paulo Futebol Clube nos anos 70, fazendo sentido com o fato de Tsubasa vir jogar no Brasil pelo mesmo clube nos roteiros dos mangás e animês.

O sucesso de Super Campeões na Rede Manchete foi mediano, porém marcando a infância de quem assistiu na época, tendo admiradores no Brasil até os dias de hoje. O único produto oficial lançado na época foi um CD com canções nacionais, sendo que algumas foram usadas para abertura e créditos da série na televisão. O CD foi produzido por Mário Lúcio de Freitas, conhecido por produzir aberturas nacionais de várias séries e desenhos, entre os anos 80 e 90. Este era também o dono do estúdio Gota Mágica, que ficou encarregado pela dublagem do animê. Ainda é possível encontrar jogos da série para consoles como Super Nintendo e Playstation. Vários produtos da franquia foram lançados no Japão e Europa, como bonecos, camisetas, discos e outros itens.

Não é a toa que Captain Tsubasa faça sucesso até os dias de hoje, sendo uma das séries de esporte de maior sucesso, tanto em mangá quanto em animê. Os lances espetaculares, roteiros, lições de perseverança e amizade, ficarão para sempre marcados na memória de quem viu pelo menos uma vez a um episódio de Super Campeões.

Bruno César

X-Men Evolution na HBO Max

A plataforma de streaming HBO Max traz mais uma clássica série animada de super-heróis para seu catalogo neste mês de setembro, X-Men Evolution. Baseados nos quadrinhos da Marvel Comics, criados por Stan Lee e Jack Kirby nos anos 60, os heróis ganharam várias adaptações em séries animadas e filmes.

Mesmo não sendo a primeira série animada da equipe, a produção do ano 2000 tornou-se popular por apresentar a juventude dos heróis recrutados pelo Professor Xavier. Além dos clássicos personagens Wolverine, Ciclope, Jean Grey e Tempestade, são apresentados novos integrantes Spyke, Vampira, Lince Negra e Noturno.

A série tronou-se um dos maiores clássicos dos anos 2000, quando foi apresentada inicialmente pelo Cartoon Network e por muitos anos no programa Bom Dia & Cia do SBT. Todos os 52 episódios estarão disponíveis para os assinantes da HBO Max ainda este mês.

Bruno César

Se Meu Bug Falasse

Wonderbug – © Sid and Marty Krofft (1976)

Após o sucesso dos filmes do fusca Herbie, no final dos anos 60, a dupla Sid e Marty Krofft que produzia séries para a TV, apresenta ao público americano em 1976 uma série de aventuras intitulada Wonderbug, ou como foi chamada no Brasil, Se Meu Bug Falasse. Mesmo sendo um programa destinado a crianças e jovens, também chamava a atenção dos adultos, por seus roteiros criativos e elenco carismático.

A trama apresentava os jovens, CC (John Antony Bailey), Susan (Carol Anne Seflinger) e Barry (David Levy). Os três amigos juntaram suas economias para comprar um carro, porém como não tinham muito dinheiro, optaram por comprar um veículo no ferro velho, assim como alguns acessórios para melhorar seu aspecto. O carro adquirido foi um bug, o qual chamaram de Shlep. Dentre os acessórios, compraram uma buzina, que para a surpresa de todos possuía poderes mágicos, tornando Shlep em Wonderbug, um super-carro que podia falar, voar e fazer várias outras coisas. A partir de então, os jovens passam a trabalhar como uma espécie de detetives, usando os novos poderes do bug contra grandes malfeitores.

Mesmo com poucos recursos visuais, a série apresentava as aventuras com muita criatividade, usando efeitos em chromakey para fazer o carro voar, para-choques com as mais diferentes expressões durante as falas do mesmo e ainda destacavam-se as cenas em que ele andava sem motorista. O trio de jovens também era muito simpático e divertido, sendo que Susan costumava ter as melhores ideias durante as missões, sendo copiadas por CC, tendo este o apoio de Barry, fazendo com que a moça ficasse irritada com os dois.

A série teve um total de 22 episódios, sendo apresentada no programa The Krofft Supershow, ao lado de séries como Mulher Elétrica e Garota Dínamo e Doutor Encolhedor. Muitos confundem a série com um desenho dos estúdios Hanna-Barbera, também produzido nos anos 70, chamado Speedy Buggy (“Chispinha” no Brasil), por sua grande semelhança.

Foi exibida no Brasil pela TV Record, no final dos anos 70 e TVS no início dos anos 80. Infelizmente é muito difícil encontrar os episódios com a dublagem realizada nos estúdios BKS atualmente. O retorno da série na TV, streaming ou DVD, sem dúvida seria uma grande presente ao público nostálgico.

Bruno César

Dragon Ball estreia na Claro Vídeo

Dragon Ball/Toei Animation/Akira Toriyama (1986)

O clássico animê Dragon Ball está disponível para os assinantes da plataforma de streaming Claro Vídeo. Criado por Akira Toriyama no início dos anos 80, lançado inicialmente em mangá na revista Shonen Jump, a série ganhou sua versão animada pela Toei Animation em 1986, com um total de 153 episódios.

A série conta a história de um garoto chamado Goku, que se une a uma jovem chamada Bulma, a fim de encontrar as lendárias Esferas do Dragão espalhadas pelo mundo, sendo que seu possuidor, ao reuni-las, terá seu desejo realizado. Durante a jornada, o pequeno herói terá que enfrentar perigosos vilões.

Estreou no Brasil à partir de 1996, no programa Sábado Animado do SBT, sendo que a emissora exibiu apenas 60 dos 153 episódios. Alguns anos mais tarde reestreou na TV por assinatura, pelo Cartoon Network, onde foi exibida por completo. Ainda passou pela TV aberta e algumas plataformas de streaming, além de ter alguns volumes lançados em DVD.

Até o momento a Claro Vídeo disponibilizou 83 episódios, apenas com opção dublada em português.

Bruno César

Flashman chegou a seu final na Rede Brasil

Comando Estelar Flashman/Toei

Na última terça-feira, 02 de agosto de 2022, a Rede Brasil de Televisão exibiu o último episódio da série Comando Estelar Flashman. A exibição da fase final na emissora foi um fato inédito na emissora, que já havia exibido a primeira metade da série em meados de 2010, retornando com a mesma no primeiro semestre de 2021 no bloco semanal Sessão Oriental, ao lado do animê Samurai Warriors, nas noites de terça-feira. Após algumas reprises da fase inicial, finalmente o público pôde rever a série até seu episódio derradeiro em TV aberta, fato que não ocorria desde o final dos anos 90, quando foi exibida nas manhãs da CNT Gazeta. Resta saber se a Rede Brasil irá reprisar a série desde o início na próxima semana, ou a substituirá por outra atração.

Bruno César

2 anos sem Chaves e Chapolin

Chaves e Chapolin Colorado

No dia 01 de agosto de 2020 as séries “Chaves” e “Chapolin Colorado” saiam do ar em todas as emissoras e plataformas de streaming de todo o mundo, devido a um impasse entre os direitos de imagem e roteiros, entre a emissora Televisa e o Grupo Chespirito, respectivamente. Os personagens de grande sucesso em vários países eram exibidos no Brasil desde 1984 pelo SBT, que na época ainda era chamado como TVS, sempre figurando entre os maiores sucessos da emissora de Silvio Santos. Nos últimos anos ainda foram ao ar pelos canais pagos Cartoon Network, Boomerang, TBS e Multishow, além de estarem disponíveis em plataformas de streaming, como a Prime Video, provando o sucesso absoluto das obras de Chespirito no país.

O que parecia improvável aconteceu, ver Chaves, Chapolin, Dr. Chapatin, Chompiras e tantos outros personagens queridos do público fora do ar, após décadas de sucesso, ainda mais por motivo de bloqueio das séries. Vários abaixo-assinados e petições foram feitos pelo público, porém até hoje o impasse entre as empresas detentoras das séries não foi resolvido, sendo que tal bloqueio já completa dois anos. A esperança da resolução da situação ainda existe, porém a cada ano que passa, parece se tornar um sonho mais distante.

Em dias de falta de qualidade e respeito ao público nos meios de comunicação, o retorno de séries como Chaves e companhia se torna mais que necessário, pois a atual e futuras gerações já não tem entretenimento de qualidade. O que se vê atualmente na maioria das séries, desenhos, filmes e quadrinhos são conteúdos sem criatividade, que mais parecem servir para levantar bandeiras ideológicas de desconstrução da família e valores, que um bom entretenimento para crianças e adultos. Os roteiros de Chespirito, assim como de outros gênios do passado, deveriam servir como exemplo e inspiração para a atual geração. Por isso, pelo humor de qualidade e respeito ao público, seguimos pedindo o retorno das séries de Chespirito.

Bruno César

Último episódio de Flashman na Rede Brasil

Divulgação – Rede Brasil de Televisão

Na última terça-feira, 26 de julho de 2022, a Rede Brasil de Televisão exibiu o penúltimo episódio da série Comando Estelar Flashman, no bloco Sessão Oriental. A série vem sendo exibida desde março de 2021, ao lado do animê Samurai Warriors, sendo que anteriormente já havia sido exibida pela emissora, porém sem nunca ter chegado ao episódios finais.

Desde sua reestreia em 2021, a série voltou ao episódio inicial algumas vezes durante a exibição. Porém, neste último ciclo vem sendo exibida na íntegra, sendo que a fase final está sendo exibida pela primeira vez na emissora. Flashman tem um total de 50 episódios, e com a exibição do episódio 49 na última terça-feira, fica a expectativa para a exibição do último episódio da saga na próxima semana. Episódio este, que não é exibido em rede nacional desde o final dos anos 90, quando a série foi exibida pela Rede Record e CNT Gazeta.

O bloco Sessão Oriental é exibido às terças-feiras pela Rede Brasil, à partir das 22h00, iniciando com Samurai Warriors e encerrando com Flashman, às 22h30. Ainda não se sabe se após a exibição do episódio final a emissora fará mais uma reprise ou substituirá por outra atração. Assim que surgirem novidades, divulgaremos aqui.

Bruno César

TV Kids e um possível retorno do tokusatsu à RedeTV

O TV Kids, programa de grande sucesso na RedeTV no início dos anos 2000, pode estar perto de retornar à grade. Segundo o canal Games e Nerdices, a emissora estaria fechando uma parceria com a Sato Company para a exibição de conteúdos no programa.

A Sato detém os direitos de clássicas séries tokusatsu, como Jaspion, Jiban e Jiraya, além de toda a franquia Kamen Rider, incluindo os clássicos Black e RX. Ainda possui vários animês em seu catálogo, como o clássico Street Fighter II Victory. Ainda não se sabe quais conteúdos serão trabalhados nesta suposta parceria.

O programa TV Kids ganhou fama por exibir vários animês de sucesso, como Fullmetal Alchemist, Super Campeões, Viewtiful Joe, Hunter X Hunter, Pokémon, Super Onze, Dinossauro Rei, entre outros. Também exibiu em 2009 a ultima série tokusatsu inédita na televisão brasileira, Ryukendo, que obteve ótimos índices de audiência. Agora é questão de aguardar uma definição de data para a reestreia e quais títulos serão trabalhados.

Confira a notícia em detalhes, no canal Games e Nerdices, clicando no link abaixo: